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Busco a felicidade no outro?

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Quando mocinha eu me imaginava ao lado de um príncipe, bonito, educado, charmoso, rico e em um cavalo branco. Não havia um estereótipo, pois sempre gostei mais da energia do que da embalagem. Sorri ao lembrar! Em minutos, eu saia do transe daquela SUPER viagem de contos de fadas e tudo voltava à realidade. Eu, muitas vezes, me sentia frustrada! Não encontrar um príncipe me fazia mal. Eu pensava: por que só eu não encontro o príncipe dos meus sonhos? Hoje eu entendo o motivo! Ele NÃO existe!

Mas, eu vivia em conflito com outros pensamentos que surgiam vez ou outra. Eu me perguntava: Por que eu preciso de um príncipe? Por que preciso dele para me sentir segura? Por que preciso casar, ter filhos e viver feliz para sempre com um príncipe do mundo moderno? Nossa! Eram tantas indagações e eu NUNCA consegui entender esta dinâmica que alguém criou e ficou como sendo a única alternativa da felicidade. Então, ser e estar feliz depende de casar e ter filhos?

Aí um dia eu estava olhando o horizonte e me fiz uma outra pergunta: Qual é o sentido da vida? Quer dizer, o verdadeiro sentido da vida? Uau! Que pergunta! A partir daí fui levada, sem querer, a observar tudo ao meu redor. Neste momento, eu não havia achado o príncipe para me fazer feliz, não havia casado, não havia tido filhos. Passei a enxergar a natureza, o canto dos pássaros, os objetos e as pessoas. Tudo parecia tão harmônico. Todos iam e viam para algum lugar. Alguns saiam para o trabalho, outros para a escola, outros para a igreja, outros para o parque (…). Uns estavam acompanhados, outros sozinhos. Porém, todos estavam seguindo o fluxo da rotina do dia a dia. Eu observava o semblante das pessoas e, a grande maioria, estava envolvida com os seus pensamentos e com a sua própria vida. Quanto mais eu observava, mais eu me perguntava: o que move essas pessoas? Trabalho? Amor? Dinheiro? Relações? Religião? Estes questionamentos me levaram a um lugar que eu nunca havia estado antes. No passado, buscava a felicidade no outro, depois passei a tentar entender a dinâmica da vida, e, logo depois, passei a tentar entender a morte. Era como se eu tivesse me colocado em uma montanha russa. Ora ela estava sem rumo, ora ela estava nos trilhos, ora descarrilhada. Quantos sentimentos controversos eu senti ao refletir sobre a felicidade, a vida e a morte. Vivemos para morrer? Quantas perguntas sem resposta? Quando passei a fazê-las, mudei o foco da minha VIDA. Não faz mais sentido buscar a felicidade no outro. Será que encontrei o sentido da vida?

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